 | Madeira de plástico |
Apesar da polêmica em torno do desmatamento no Brasil (nosso país tem o maior índice em devastação de florestas nativas, de acordo com o relatório “Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais 2005”, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), estão surgindo tecnologias sustentáveis que vêm amenizar um pouco tal impacto ambiental em nossas florestas.
Uma dessas alternativas, que, na minha opinião, acredito ser uma das mais plausíveis e criativas, é a fabricação da chamada madeira de plástico. Esta diferente madeira é fabricada a partir da reciclagem de plásticos como embalagens de detergentes e amaciantes, copos descartáveis, garrafas, escovas de dente reprovadas em testes de qualidade e outros materiais que por nós, são considerados lixos.
Estes plásticos, que levariam até 100 anos para se decompor, são derretidos em altas temperaturas e moldados de forma que, na marcenaria, possam ser facilmente serrados, furados e aparafusados, dando forma a bancos, cercas, quiosques, pisos externos, móveis de jardim e piscina, entre outros.
Não fosse a vantagem de estarmos dando um fim ecologicamente correto aos nossos resíduos plásticos, a madeira de plástico apresenta outras qualidades em relação à madeira convencional:
• Não solta farpas; • Material 100% reciclado e reciclável; • Possue alta resistência, alta durabilidade e boa higienidade; • Não gera qualquer subproduto ou poluição na sua fabricação; • Possui boas características de pregabilidade, adesividade e usinabilidade; • Permite ser moldada; • Tem resistência térmica de limites superiores, se comparada com puro plástico; • Produto ideal para uso em ambientes que exigem controle fitossanitário; • Uso interno ou externo; • Não necessita fumigação e nem elementos de proteção como seladoras e vernizes; • Diversas geometrias e cores de perfis; • É imune à corrosão e pragas (como cupins); • Resistente à umidade/impermeável.
Diante do desmatamento desenfreado que vemos em nosso país, esta é uma das boas soluções para a redução do corte de árvores e para a diminuição do lixo produzido. Lixo este, que atualmente acaba indo parar nos aterros sanitários ou aterros controlados.
Oxalá surjam outras “alternativas tecnologicamente sustentáveis” que possibilitem continuarmos saciando nossas necessidades humanas, sem destruir tanto o meio que nos envolta.
Fonte: http://gramadosite.com/economiaenegocios/artigos/id:12085
|
|
|
|
| |
| Links relacionados |  |
| Classificação de notícias |  |
| Opções |  |
|