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SustentabilidadeQUE LEGADO ESTAREMOS DEIXANDO PARA AS FUTURAS GERAÇÕES SE NÃO REAGIRMOS EM RELAÇÃO À DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE!


Por Paulo Coelho[1]

            Atualmente estamos vivendo uma espécie de paradoxo, onde de um lado com os avanços da medicina e acesso a informação de uma forma mais ampla, faz com que as pessoas aumentem a sua expectativa de vida, ou seja, as pessoas passarão a viver mais e necessariamente precisarão de uma maior quantidade de recursos naturais, e por outro através de políticas equivocadas estamos destruindo este planeta com consumo excessivo de recursos naturais, os quais já estão começando a se exaurir.

            Para que todos se beneficiem destes avanços fantásticos que estamos presenciando, serão necessárias grandes mudanças tais como a educação ambiental e a necessidade de preservação de uma forma até radical do nosso meio ambiente, porque somente com a intervenção da sociedade organizada pressionando os políticos e também os empresários é que poderemos frear a destruição maciça dos recursos naturais.

            Citando Cavalcanti (1998. p. 19), “o mundo atual, apesar do reconhecimento da importância do conceito de desenvolvimento sustentável, que levou à Conferência Rio-92, caminha concretamente por rumos que desafiam qualquer noção de sustentabilidade”.

            Conforme veremos no decorrer deste artigo entidades não governamentais estão em atividade lutando pela qualidade de vida das pessoas e também ao respeito o meio ambiente, estas organizações têm sido muito importantes no tocante à conscientização e ações ligadas ao nosso ambiente.
Conforme artigo da entidade ambientalista WWF, ”A riqueza cultural, proveniente das diversas etnias indígenas e das várias correntes migratórias, inclui o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar os recursos da floresta sem esgotá-los nem destruir o habitat natural”. Podemos ver o quanto é importante à biodiversidade cultural e também ambiental, citando matéria do grupo ambientalista Green Peace, "A floresta Amazônica é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. Abriga cerca de 10% dos mamíferos do mundo e aproximadamente 15% das espécies conhecidas de plantas. Chega a ter mais de 300 espécies de árvores em um único hectare".

            A execução de políticas públicas equivocadas onde não foi contemplado o coletivo e sim o individual, o crescimento desordenado das cidades, saúde e educação tratadas como atividades secundárias fizeram com que milhões de pessoas no mundo todo passassem a viver de forma desumana e consequentemente contribuindo para que hoje grandes somas tenham que serem investidas todos os anos visando uma qualidade mínima de vida a estas pessoas.


IMPACTOS DA AÇÃO DO HOMEM NO MEIO AMBIENTE E SUAS CONSEQÜENCIAS NA QUALIDADE DE VIDA


            Neste capítulo serão apresentados os aspectos relativos às causas e efeitos dos danos e das políticas referentes à reparação destes visando uma melhor qualidade de vida as pessoas e ao próprio planeta.

            Através de pesquisa exploratória realizada em livros, artigos, periódicos e também na Internet serão abordados temas inerentes ao assunto em questão.

            Durante milênios o homem simplesmente retirou tudo o que precisou da natureza sem qualquer cuidado acreditando que estes recursos seriam eternos, porém nem todos os recursos são renováveis ou mesmo se renovam em um curto espaço de tempo. Hoje já estamos convivendo com falta de água em muitos lugares, secas prolongadas em locais que em um período não muito longo tinham um meio ambiente com recursos em abundância e disponíveis a um grande numero de pessoas.

            Citando Daniels e Daniels (1996. p. 2),  “uma visão global expressa finalidade, ação e sensibilidade. Ela deve ser expressa de maneira clara, conquistando as imaginações das pessoas e inspirando todos em direção a uma finalidade comum”.

            Segundo informações da entidade ambientalista internacional WWF, “Embora o Brasil ainda tenha uma situação privilegiada em relação à quantidade e à qualidade de sua água, a forma de uso não vem ocorrendo de forma correta e responsável”.

            Com o deslocamento das pessoas do campo para as cidades houveram grandes  mudanças no modo de vida das pessoas, isso fez com que muito mais recursos naturais tivessem que ser utilizados para garantir todo esse “desenvolvimento”.

            Citando o artigo de Ferreira (2000),  “no território brasileiro, ocorreram grandes transformações agrícolas e agrárias nas décadas de 60 e 70 que afetaram a relação entre uso e posse da terra”.

            Florestas inteiras têm sido devastadas para plantação de grãos e criação de gado como forma de alimentos, levando junto todo um ecossistema que é muito importante pela sua biodiversidade, onde milhares de seres vivos são responsáveis pela manutenção das condições de vida na terra.

            Muitas vezes estas florestas simplesmente são destruídas para virar carvão, que alimenta fornos de indústrias principalmente siderúrgicas e também para fabricar móveis e moradias a milhões de seres humanos, com a expansão da fronteira agrícola milhares de hectares de floresta virgem acabam sendo trocadas anualmente por monoculturas como a da soja e também para abertura de estradas como meio de escoar a produção destes produtos plantados no lugar da floresta ou mesmo para levar os produtos in natura dela retirados.

            Se medidas urgentes não forem tomadas e de formas rígidas em relação ao uso indiscriminado dos recursos naturais e a queima de combustíveis fósseis, teremos em um curto espaço de tempo situações realmente preocupantes até mesmo de instabilidade política em relação aos países que detêm estes recursos.

            Ainda de acordo com o WWF que acompanhou o painel itergovernamental de mudanças climáticas patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU),  o “WWF-Brasil acompanha atentamente as conseqüências do aquecimento do planeta que podem se traduzir em eventos climáticos extremos como secas na Amazônia ou furacões em áreas tidas como fora de risco, como o Catarina que passou pelo sul do Brasil”.

            Quando grandes empresas principalmente transnacionais se instalam em regiões de florestas tropicais como a nossa Amazônia o impacto ambiental é de proporções gigantescas porque estas empresas vêm com a mentalidade de extrair o máximo que puderem com o menor custo financeiro possível, fazendo com que seus acionistas ao redor do mundo tenham lucros enormes em função de suas atividades.

            Na visão de Srour (1998. p. 59), “algumas ferramentas conceituais, de caráter sociológico, podem esclarecer as configurações societárias e as lógicas organizacionais. São conceitos gerais que, investidos na análise empírica, dão conta dos modos de coordenar, organizar ou ajustar reciprocamente as ações sociais”.

            Populações nativas são expulsas de suas terras onde vivem da agricultura de subsistência e também da coleta de produtos que a floresta fornece, não se está aqui querendo ser totalmente contra estas empresas e sim que estas passem a tratar com mais respeito o meio ambiente e também as pessoas que nele residem.

            Citando Russell (1991. p. 238), "no presente, a maioria de nós considera o desenvolvimento em termos predominantemente materiais. Contudo, com a generalização dos estados superiores de consciência, nós começaríamos a encarar o desenvolvimento num contexto muito mais amplo, e o desenvolvimento pessoal e espiritual se tornaria tão ou mais importante".

            No estado do Pará, por exemplo, a empresa Cargil, que é uma das maiores empresas do mundo com faturamento anual superior a 60 bilhões de dólares,  ao se instalar praticamente expulsou centenas de famílias de caboclos que viviam nas terras que ela comprou para plantar soja, conforme a entidade ambientalista  Green Peace apresenta em um documento muito detalhado chamado “Comendo a Amazônia”, onde de forma muito clara demonstra o efeito devastador na região da floresta para plantação de soja.

            No documento do Green Peace acima citado são apresentados dados estarrecedores quanto ao poder de devastação na região amazônica inclusive tem duas cenas que muito me impressionaram quando eu estava pesquisando sobre este assunto  para um outro trabalho acadêmico, que foram a de um trator de esteira modelo D 7 produzido pela Caterpillar que conforme informado dois tratores destes conseguem simplesmente devastar trinta e dois (32) hectares de floresta em um único dia e quando a matéria foi produzida chegou-se a conclusão que centenas destes devem ter sidos utilizados nos últimos dez anos, o que foi possível comprovar  através de tomadas aéreas. Outro fator que me chocou muito foi a imagem de uma castanheira solitária no meio de uma área já preparada para o plantio de soja, como esta arvore é protegida por lei simplesmente são retiradas todas as outras espécies ao redor ficando somente a castanheira.

            É importante ressaltar que somente três empresas são responsáveis por 75% de toda a soja exportada pelo Brasil que são Cargil, Bunge e MDA, mesmo não sendo as maiores plantadoras do grão no país, isto demonstra claramente o quanto estas empresas transnacionais têm o controle de toda a produção e comercialização de grãos neste país e, portanto sentem se praticamente imunes a políticas agrícolas do governo visando uma maior distribuição de renda e benefícios auferidos pelo uso dos nossos recursos naturais.

            De acordo com Aricó (2001, p. 123), "a cruel e autônoma tirania do mercado perpetua crimes contra a humanidade. Os balanços contábeis, manipulados até a exaustão por meio de complexos e artificiais modelos matemáticos, pairam acima dos seres humanos".

            Como podemos ver as empresas nem sempre tiveram e muitas ainda não têm hoje em dia um grau de consciência levando em conta lucros versus proteção ambiental.

            Citando Orsato em seu artigo intitulado, POSICIONAMENTO AMBIENTAL ESTRATÉGICO. IDENTIFICANDO QUANDO VALE A PENA INVESTIR NO VERDE, “Se os investimentos ambientais devem gerar retornos econômicos ou se tornarem fontes de vantagem competitiva, os administradores precisam identificar as circunstâncias que favoreçam tais cenários”.


Como podemos nos beneficiar com políticas corretas de saúde e educação ambiental.


            Atualmente a nossa sociedade passa por uma verdadeira idade de ouro no tocante a expectativa de vida da nossa espécie, tendo em vista que as conquistas da medicina os meios de transporte o acesso à informação têm contribuído e muito para que teoricamente passássemos a viver mais. Porém é necessário que estas conquistas estejam disponíveis a todos os seres humanos senão continuaríamos a conviver cidadãos de segunda ou terceira categoria.

            Sendo assim os governos e políticos do mundo inteiro tem que se preocupar com políticas direcionadas a saúde, educação, saneamento básico, transporte e principalmente regras rígidas de controle ambiental para que um número cada vez maior de pessoas venha a serem beneficiadas por essas medidas.

            É fato que em alguns países esses problemas já estão praticamente resolvidos mesmo assim estas políticas acabam afetando a todas as nações tendo em vista a fase de globalização em que vivemos.

            Países ricos começam a se conscientizar que devem investir na qualidade de vida dos países mais pobres, se não estes em função de suas necessidades imediatas passariam a usar de forma mais indiscriminada seus recursos naturais, o que em alguns casos resultam em problemas ambientais a todos.

            Um bom exemplo disso é a comercialização de créditos de carbono que  têm ocorrido desde a assinatura do protocolo de Kioto no Japão, onde prevê uma redução dos níveis de emissão de carbono na atmosfera com o intuito de reduzir o aquecimento global.

            Citando Aricó (2001, p. 66), “o poder econômico, evidentemente, associa-se ao poder político. São poderes de suma importância em todos os estágios do desenvolvimento da civilização”.

            Mesmo sabendo que estes países estão simplesmente pagando para poderem continuar com suas indústrias a pleno vapor, porque eles pagam pela emissão de gases em seus parques industriais, neste caso os países mais pobres saem beneficiados porque através de projetos que têm a finalidade de conter os gases causadores do efeito estufa recebem somas bastante expressivas, que serão destinadas a projetos de qualidade e melhoria das condições de saúde e educação de seus habitantes.

            De acordo com Waquil, Finco e Mattos em artigo intitulado Pobreza Rural e Degradação Ambiental: refutação da hipótese do círculo vicioso, "assim sendo, é importante que as relações entre pobreza rural e degradação ambiental sejam investigadas com maior aprofundamento, nos mais diversos cenários, tornando possível fornecer subsídios para a formulação e implementação de políticas públicas".


            Programas de educação ambiental têm sido difundidos por todos os cantos, visando à reciclagem e o reaproveitamento de resíduos praticamente de todos os tipos que vão desde tratamento dejetos de animais para conversão em gás em biodigestores à captação de gás metano, nos lixões das grandes cidades para fornecimento de energia em escolas e entidades comunitárias a comercialização de latas de alumínio, embalagens plásticas, papel e papelão utilizados nas embalagens.

            Hoje o Brasil já é o primeiro país do mundo em quantidade de reciclagem de latas de alumínio gerando renda para milhares de pessoas com a venda destes produtos, que se não fossem reciclados iriam direto para a natureza criando resíduos de difícil degradação e ainda aumentando o consumo de recursos naturais como alumínio e mesmo energia.

            Este assunto tem sido tratado com muita freqüência nos meios de comunicação quer sejam impressos ou televisivos, “o Brasil foi o pioneiro do mercado de créditos de carbono, mas ficou para trás da China, da Índia e até do México”. (Revista Exame, 2007).

            O governo brasileiro com toda a sua estrutura administrativa tem que levar em conta que, "o manejo florestal e o trabalho de conscientização com a população ribeirinha, por exemplo, provocaram a diminuição nas derrubadas das florestas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2004 e agosto de 2005 houve redução de 38% na taxa de desmatamento." (Revista Primeiro Plano, 2006)

Gerenciamento Ambiental e Responsabilidade Social nas organizações.

            A economia globalizada do terceiro milênio não permite hoje práticas empresariais e comerciais que não estejam de acordo com a preservação do meio ambiente, empresas socialmente responsável procuram dar destino correto e adequado a seus resíduos, e também promovem junto ao se quadro funcional atividades onde todos passam pensar e agir de forma a melhorar o convívio com o meio ambiente.

            De acordo com Barbieri (2004, p. 5), "O aumento da escala de produção tem sido um importante fator que estimula a exploração dos recursos naturais e eleva a quantidade de resíduos. Há quem sustente que os povos que se sentem parte da natureza apresentam um comportamento mais prudente em relação ao meio ambiente e utilizam seus recursos com parcimônia".

            Grandes empresas onde estas práticas já fazem parte de suas rotinas e também da estratégia de penetração no mercado se preocupam muito com a origem de suas matérias primas, visando não comprar produtos não certificados e de origem e manejo não aprovados.
Citando Tachizawa (2004, p. 23), "Um dos maiores desafios que o mundo enfrenta neste novo milênio é fazer com que as forças de mercado protejam e melhorem a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e uso criterioso de instrumentos econômicos, num quadro harmonioso de regulamentação".
  
            A manutenção de algumas organizações no cenário comercial independentemente de sua localização e ramo de atividade não vai depender somente do quanto ela pode ser ágil, inovadora e ter preços competitivos, mas sim de como seus gestores vão apresentá-la quanto a suas práticas em relação ao meio ambiente.

            Na visão de Melo Neto e Froes (2001, p. 35), “As empresas socialmente responsáveis destacam-se pelo seu padrão de comportamento social, econômico, cultural e político”.  

            Hoje com o destaque de forma contínua e maciça na mídia onde os problemas relacionados ao uso inadequado dos recursos naturais e também a emissão de gases poluentes na atmosfera que tem causando conseqüências drásticas em função do aquecimento global, muitas empresas começam a serem vigiadas por organismos relacionados ao meio ambiente que neste caso podem ter caráter governamental ou não como, por exemplo, entidades como Green Peace ou WWF, que são entidades que atuam em escala mundial em prol do meio ambiente.

            Conforme Grayson e Hodges (2003, p. 31) afirmam que, "Procuram-se incoerências em toda declaração ou comentário informal. O crescente movimento de sofisticadas (ONGs), aliado aos avanços tecnológicos  nos meios de comunicação, fez com que a denúncia do comportamento das empresas chegasse a novos canais – as páginas da imprensa popular e as salas de bate-papo na internet".

            Estas entidades através de seus milhares de integrantes tomam fabricas, empresas reflorestadoras, lançam-se em frente de barcos caçadores de baleias, organizam boicotes de produtos de empresas que segundo eles não cumprem suas obrigações quanto ao meio ambiente sempre visando o respeito à natureza e também aos grupos minoritários em cada região.

Impactos Positivos:

            Com a preocupação de uma vida mais saudável e sustentável, muitas pessoas e organizações, tem se beneficiado com a venda de produtos certificados que demonstram não agredirem a natureza e o meio ambiente, como por exemplo, os produtos vendidos pela empresa inglesa de cosméticos The Body Shop e Natura no Brasil onde comunidades indígenas e os povos da floresta em geral como os cablocos e ribeirinhos vêm vendendo produtos sem danos ao meio ambiente deixando claro que é possível se beneficiar financeiramente da floresta sem que ela precise ser destruída.

Impactos Negativos:

                Estações climáticas indefinidas alteram as plantações no mundo todo, encarecendo o preço dos produtos, secas em locais que antes eram improváveis, alagamentos em áreas urbanas, o degelo das calotas polares e ainda o aquecimento global fazem com que bilhões de dólares sejam investidos por governos de diversos países para tentar frear os danos causados ao meio ambiente.

              Com isto temos preços mais caros em muitos produtos, através de impostos destinados a contribuir com a causa verde e também algumas restrições tais como controle de veículos nas cidades, racionamento de água e dificuldades em adquirir alguns tipos de alimentos quer venham da terra ou do mar.
             

              Ao destruirmos o meio ambiente estamos de uma forma direta destruindo a condição de vida na terra ou em ultimo caso criando graves condições para a manutenção do atual modo de viver que estamos acostumados.

              Somente com medidas drásticas e uma união mundial poderemos evitar grandes catrástofes climáticas e ambientais, visando uma qualidade de vida aceitável à condição humana na terra.

              Parques de conservação em áreas de  ambiente ainda preservados devem ser criados como medidas de precaução e garantia que as novas gerações possam usufruir dos benefícios de uma vida saudável e uma sociedade ecologicamente correta.

              Combustíveis alternativos devem ser utilizados com preferência aos combustíveis fósseis com a finalidade de evitar a emissão de carbono na atmosfera, melhorando a qualidade do ar que respiramos e a água que é tão essencial à condição de vida na terra.


Por Paulo Coelho[1]

[1] Acadêmico da 8ª fase do curso de Administração de Empresas  com habilitação em Gestão de Sistemas de Informação da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.



 
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